Namastê

301/365 – 28 de outubro de 2015*

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Não busco a perfeição e nem a iluminação divina, mas tento a cada dia ser uma pessoa melhor para mim mesma. É esse meu objetivo quando busco ajuda pelo caminho mais profundo, de leitura, autoconhecimento, yoga, oração e fé. Não gosto de atalhos.

Hoje me sinto uma pessoa diferente e quase sei quem sou. Digo quase, pois há algum tempo eu tinha medo de quem estava me transformando. Que nova Tati era essa?

Certa vez eu disse que me sentia como um bolo assando, cujo preparo exige a mistura de ingredientes que nem sempre se misturam espontaneamente, sendo que depois ainda vão pro forno num processo dolorido, caso os ingredientes sentissem dor. E cabe a nós acompanhar esse processo de assar, de transformação de ingredientes individuais numa coisa única, o bolo. Que exige atenção para não embatumar e não queimar.
Eu sou um bolo assando que está quase pronto. E hoje sei disso com certeza, pois aprendi a escutar a minha mente, o meu íntimo. Hoje sei o quanto minha mente é a minha vida.

Mente triste. Vida triste. Corpo que dói.

Mente alegre. Vida colorida. Corpo que aguenta firme.

Foram muitas noites de insônia. Muitos dias que minha vontade era deitar e descansar onde eu estivesse. Cuja mente não funcionava no trabalho, tampouco em casa. Eu não ouvia. Eu não dormia. Eu não comia. Eu sentia dores horríveis nas costas. E cometi erros que me deixavam mais pra baixo e ansiosa. E vinha outra noite de insônia e o ciclo só piorava.
Tempos difíceis.

Hoje eu ainda tenho insônia. Não tão sérias, não completamente. Às vezes é só uma noite mal dormida. Meu corpo quase não dói. Sinto-me mais bonita e feliz. E um pouco mais segura. E isso tudo, porque aprendi a ouvir os meus sinais internos. A entender quando uma ansiedade começa a querer surgir, uma preocupação e pensamentos negativos em geral. Tento pará-los e resolver seus motivos. Inundo-me de coisas boas a fazer e pensamentos com foco. Respiro fundo e falo o que sinto, ou imagino dizendo as caraminholas que passam pela cabeça. Botando tudo de ruim pra fora.
Eu sei que minha vida é reflexo do que tenho na mente, então cuido de uma com o objetivo de atingir a outra. E com felicidade percebo que venho conquistando ganhos para o meu eu.

Namastê (o Deus que habita em mim, saúda o Deus que habita em você).

Deleite-se!

Nota de 2016: que orgulho sinto do meu eu lendo essa reflexão! E quanto esse projeto é uma cápsula do tempo: escrito no passado, servindo totalmente ao presente.

Fonte da imagem: acervo pessoal – vendo Machu Picchu láaaaa de cima da montanha WaynaPicchu.

* este texto faz parte do meu Projeto 365, que em 2015 foi baseado no livro 365 Dias Extraordinários {O Livro de Preceitos do Sr. Browne}, de R. J. Palacio. Os textos são pensamentos aleatórios, inspirados nas frases do livro, uma para cada dia do ano. E que resolvi compartilhar com vocês agora, em 2016, pois senti muita saudade de blogar.

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2 respostas para Namastê

  1. Andreia disse:

    Namastê!

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