Dicas da Sonia: Kairós

– Confia em Deus que tudo dará certo.
– Entrega nas mãos de Deus.
– Tudo no tempo de Deus. Você vai ver.

Quem nunca ouviu essas frases em algum momento da vida? E quem nunca disse? E apesar de saber que as pessoas dizem de todo o seu coração, eu acho que às vezes ouvi-las é um tanto perturbador.

– Calma gente! Não me julguem ainda. Leiam o post até o final.

Eu sou uma pessoa controladora. Fato. Quem me conhece sabe. Quem leu esse post sabe.

E pessoas controladoras não sabem lidar com o desconhecido. Não sabem deixar sua vida nas mãos de ninguém. Nem de Deus.

Só que tudo na vida tem um tempo. Disso eu sempre soube e não via a hora de compreender o que de fato é deixar rolar. Se entregar e esperar. Confiar e seguir em frente. Aqui no post eu chamo isso de confiar em Deus, porque sou católica/cristã, e por que acredito de verdade, mas você pode se sentir a vontade pra adaptar essa crença à sua realidade e religião ou não religião, não vou te julgar.

E digo mais, confiar em Deus, no Divino, no desconhecido, requer uma baita confiança em si mesmo.

Certo dia, com a confiança abalada em mim mesma, eu resolvi pela primeira vez ler um livro religioso. Havia ganhado o livro da sogra, ele tinha poucas páginas e eu realmente precisava ouvir boas palavras. Não vou dizer aqui se do ponto de vista literário é um bom livro, mas apenas que é um livro bom de se ler quando realmente está precisando ter uma conversa franca com Deus. Estou falando do livro Kairós do Padre Marcelo Rossi:

No livro, o padre Marcelo narra de forma bem resumida a história de 14 figuras bíblicas, e como elas obtiveram seu Kairós, que é o tempo de Deus para que uma graça Divina se manifeste. São citadas histórias de Abraão, Moisés, Isaías, Zaqueu, Jó, Maria, entre outras. O padre faz uma reflexão sobre os milagres alcançados na vida dessas pessoas, por confiarem no tempo de Deus, mesmo tendo passado por diversas tribulações. Em alguns casos encerra o capítulo com uma oração.

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É um livro reconfortante, que li em cerca de duas ou três horas, parando algumas vezes pra meditar sobre as palavras e seu significado e o que eu poderia levar pra minha vida. Ler o livro me acalmou num momento que a coisa estava preta de verdade. Eu precisava de luz pra resolver umas questões e não estava encontrando em mim a paz necessária pra enxergar. Deixei que Deus falasse comigo através daquelas palavras. E Ele falou.

A história que mais tocou fundo foi a de Isaías, e na reflexão do livro ele reforça a importância das palavras e seu poder. E eu acredito totalmente nisso, e entendi que era através das palavras que eu deveria começar a resolver as coisas que estavam ruins. Então, eu precisava refletir e saber usar as palavras corretas, e tirar as mágoas do coração para não proferir palavras das quais eu pudesse me arrepender depois. E neste trecho também, ele fala da importância de usarmos bem a nossa vocação para que sejamos instrumentos de fé na vida das outras pessoas. Objetivo que sempre tive na vida, seja lá onde estivesse trabalhando ou a função a desempenhar, eu sempre quis mostrar pras pessoas que confiem em si mesmas. Que acreditem que tudo um dia poderia ser melhor.

Louco isso né? Por um lado eu faço questão de ser um instrumento de fé pras pessoas, e por outro, quando o meu calo está apertado, eu acho difícil e perturbador compreender o que é esperar e entregar.

Uma lição bacana que tirei do livro e quero repartir com você, é que a vida é curta demais perto da eternidade de se estar em paz, então aproveitemos melhor esses poucos anos que Deus nos deu de sermos humanos para fazermos o que realmente nos deixa feliz, para sermos bons, para sorrirmos e acima de tudo para confiarmos que dias melhores sempre chegarão.

Até terça com o post 22/24

Deleite-se!

Nota complementar (acrescentada dia 07/08/2013): primeiramente quero pedir desculpas para quem estava acompanhando a maratona de 24 posts em comemoração aos 24 meses do blog (que deveria terminar dia 27/07/2013). Parei neste post de número 21 por motivos pessoais. Triste motivo pessoal. Meu irmão de 32 anos faleceu num acidente de moto quando voltava do trabalho no dia 23/07/2013. Algo totalmente inesperado e chocante para mim e minha família. A inspiração se esvaiu, e meu papel durante vários e vários dias foi o de irmã, filha e tia dando uma força e sendo consolada pela e para a família. Não posso deixar de comentar o quanto esse último post foi importante para enfrentar esse processo tão doloroso, pois apesar da enorme tristeza, sinto-me em paz, então eu acredito que mesmo sem saber quando comecei a maratona, ela de fato terminaria nesse post 21, falando de Deus, que tanto tem me consolado.

Volto em breve, com o coração mais calmo. Obrigada a todos que têm me acompanhado.

Beijo grande. Tati.

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