Uma vida mais saudável

Hoje tem berinjela recheada.

Desde que deparei com meu relógio biológico decidi prestar mais atenção na alimentação e na saúde como um todo. Na verdade, não foi assim tão imediato, mas logo depois das férias.

– Nada boba né?

Mas vamos do princípio…

A palavra peso nunca foi de fato, um peso pra mim. E por muitos e muitos anos no reino encantando eu fui a princesa magrela. Mesmo assim senti uma boa mudada no corpo por volta dos 25 anos, ocasião que fez minha terapeuta dizer que “agora sim eu estava com corpo de mulher”. Isso só pra vocês terem uma pequena noção da minha magreza.

Dizem que é normal uma mulher engordar cerca de 10kgs entre os 20 e 30 anos, e eu acredito, porque vamos se dizer que com 20 eu pesava 50kgs e hoje aos 31 peso 58kgs e continuo magra (tenho 1,67 de altura). Tirando claro uma pochete insistente que deu fim à minha barriga chapada e a algumas dobras nas costas que depois dos 25 nunca mais me abandonaram. De resto, tenho uma saboneteira que realmente deve caber um sabonete, um pulso de criança de 2 anos e dedos finos que mais parecem gravetos.

Embora eu esteja falando de peso, eu nunca me preocupei exageradamente com ele. A minha melhor balança são as minhas roupas, que nunca na minha vida precisaram ser descartadas por conta de alteração drástica de manequim. Faz uns bons anos que uso o mesmo. Então minha regra é mais ou menos assim, a calça demorou pra subir e não estou suando igual cuscuz, sinal que dei uma engordada. Fico ligada pra ver o motivo da engorda e se for possível fecho um pouco a boca.

– “Possível”, porque se os motivos forem férias, esqueço.

Eu sempre tive uma consciência corporal bastante grande e nunca fui compulsiva por comida. Quando estou deprimida, de TPM, ou com sintomas de saudade, ao contrário de muita gente, eu perco totalmente o apetite. E preciso ficar de olho, senão emagreço fácil mesmo. E acabo atraindo baixa resistência, resfriados, viroses que me fazem emagrecer mais ainda. E isso não é nada bom.

Acho que essa consciência que me mantém na linha. E tenho certeza que o contrário desses fatores faz igualmente muita gente perder a linha. Eu sempre digo ao marido que me preocupo sim com 1 ou 2kgs a mais, porque a falta de preocupação com eles que leva as pessoas aos excessos de 10 ou 20kgs! Afinal, ninguém engorda tudo isso da noite pro dia.

Esses dias eu dizia pra minha mãe que dou graças a Deus pela infância pobre, quando só tomávamos refrigerante uma vez por semana e olhe lá. Muitas vezes ele vinha com a pizza de sábado e a sobra ficava para o domingo. Nunca na minha infância eu me lembro de ter visto uma caixa com seis PETS de refrigerantes armazenados, tão comuns hoje em dia não é mesmo?

Acredito que essa falta de refri me fez acostumar a nunca necessitar de bebida junto com as refeições. Até hoje tenho esse hábito. O marido não se conforma que eu consiga comer um lanche do Mc Donald’s dando no máximo cinco pequenos goles do refrigerante – o copo desce pouco mais de um dedo.

E todo o resto de guloseimas era repartido entre eu e meus irmãos, três pirralhos no total. Dividíamos bolacha recheada, salgadinho, chocolate, iogurte, etc. E isso rolava mais nas férias ou finais de semana.

– Oi, consumir um pacote inteiro de bolacha recheada sozinha?
– Tá louco? Nunca! Ou melhor, só se alguém tivesse ficado doente aí podia rolar um pequeno agrado.

Óbvio que morria de vontade dessas coisas e quando comecei a trabalhar consumia freneticamente tudo quanto era tranqueira com meu próprio dinheiro. Como era bom. Mesmo assim, nunca mudei meu hábito de não ser grande fã de refrigerante.

E hoje vejo o quanto essas dificuldades e privações foram benéficas ao meu corpo e saúde. Porque assim, vale destacar que na fase “eu compro mesmo com meu próprio dinheiro toda porcaria que quiser”, me renderam uma bela gastrite.

Quis dar um apanhado geral até aqui só pra vocês não pensarem que fazer algumas mudanças foi um grande martírio repleto de sofrimento pra mim, porque não foi. Mas eu sei o quanto mudanças assim deixariam muitas pessoas agoniadas e até deprimidas.

Sempre me alimentei bem, e também por causa disso não tinha o mínimo de culpa em consumir coisas que parecem inofensivas, mas não são, como sucos de caixinha, açúcar e sal em excesso, achocolatados, carne vermelha a todo o momento, embutidos, bolos industrializados, biscoitos e salgadinhos. Não que isso fosse rotina. Mas convenhamos, se eu sei que isso tudo faz mal, ou melhor, são coisas só pra encher a barriga com nada de nutriente, pra quê comprar?

Desde então dei um basta nas tranqueiras e passei a prestar atenção em tudo o que coloco pra dentro da barriga. Assim vieram algumas mudanças na rotina que já sinto seus efeitos no corpo, no intestino, na pele, no cabelo, na disposição, ou seja, na vida.

Falarei dessas pequenas e importantes mudanças no post de domingo, senão esse aqui ficaria muito grande e quero deixar uma receita hoje, que é saudável, deliciosa e mais fácil de fazer do que roubar doce de criança:

Berinjela Recheada

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Receita levemente adaptada do blog Panelinha.

Ingredientes: 2 berinjelas – 1 cebola picada – 2 dentes de alho picados – 1 a 2 tomates picados (sem sementes) – manjericão picado (cerca de 2 colheres de sopa), ou salsa e cebolinha picadas (já fiz dos dois jeitos) – 2 colheres de sopa de azeite – sal e pimenta do reino a gosto – queijo parmesão ou minas ralado a gosto.

Modo de Fazer: já deixe tudo picado antes de começar, porque o preparo é super rápido. Ligue o forno em temperatura baixa e deixe preaquecendo; Corte as berinjelas ao meio no sentido do comprimento. Com a ajuda de uma faquinha, retire cuidadosamente a polpa de cada metade e reserve, deixando uma camada fina que dê sustentação à casca. Depois pique a polpa das berinjelas. Reserve polpa e cascas que estarão parecendo uma canoa; Refogue a cebola e o alho no azeite por alguns minutos (até que a cebola fique transparente), mexendo sempre. Acrescente a polpa da berinjela e mexa, deixando cozinhar por cerca de 5 minutos. Depois acrescente o tomate e o manjericão e deixe cozinhar por mais uns 3 minutos. Tempere com sal e pimenta do reino, desligue o fogo e reserve; Com a ajuda de uma colher recheie as metades das berinjelas com o refogado e polvilhe o queijo ralado por cima. Leve as canoas ao forno já preaquecido para gratinar o queijo, que quando derreter estará pronta. Sirva bem quentinha.

Aqui em casa a gente come com arroz e uma saladinha. Refeição ideal para o jantar, porque é super leve.

Toque: Eu não ligo da berinjela escurecer enquanto está reservada e crua, mas há quem diga que colocá-la em água com vinagre ou limão, evita que escureça, então se quiser tentar faça isso enquanto estiver preparando tudo, deixando as canoas da berinjela e a poupa descansado na água.

Até domingo com o post 14/24 – continuação deste post.

Deleite-se!

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2 respostas para Uma vida mais saudável

  1. Pingback: Como estou buscando uma vida mais saudável | Deleite da Vida

  2. Luciana disse:

    Tati, eu hoje comemoro quase 6 anos sem refrigerante, sem fritura, sem mc donalds, sem enlatados, chips, e mais um tanto de tranqueira. E vou te dizer que colho os frutos, pois rarissimas vezes nesses anos todos eu fiquei sequer resfriada. Nunca tenho dor de cabeca e minha energia está sempre positiva, e quase nunca fico jururu. Juro! Eu acho que muito disso devo à alimentação! Agora so falta eu começar a fazer exercícios, isso sim, complicado pra mim.

    Mas adorei a receita da berinjela! Quase nunca sei o que fazer com ela (salvo uma receita que aprendi de molho de berinjela pra comer com biscoito), vou tentar! Obrigada!

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