No mundo da lua…

Hoje tem receita para momentos quando o menos já está de bom tamanho.

Sempre fui meio lesada das ideias. Uns dizem que foi a quantidade de tatuzinho que comi na infância, outros não têm dúvidas que o motivo foi o atropelamento aos 8 anos de idade. Bom, a origem não tem importância, mas o fato é que ultimamente a coisa parece ter desandado de vez. Talvez a mistura de incidentes tenha causado uma avaria irreversível. Não sei o que ta pegando, mas ando viajando na maionese. Com a cabeça no mundo da lua.

Começa assim: estou vendo TV e pimba, já estou pensando na conta que esqueci de pagar há mais de uma semana, aí lembro que a conta ficou na gaveta do trabalho, junto com o pen drive que tem um texto incrível parcialmente escrito, o texto fala de uma receita o que me leva a pensar nas coisas que preciso comprar no supermercado, porque ficarei uma semana fora. “Putz a Gol mandou um email informando mudança de voo, vou ter que ligar lá amanhã sem falta”. Ligar lá amanhã sem falta me faz lembrar de trabalho, que me leva para um canalha querido, que tenta me sacanear todo dia no trabalho que tenta trabalhar. Penso no jantar do dia seguinte, na roupa pra lavar, no casamento da amiga, no presente do filho da outra amiga… e… cansei.

– O que estava passando na TV mesmo?
– Sei lá! Faz horas que esse corpo está apenas deitado no sofá com os pensamentos soltos e perdidos por aí.

Eu tenho uma dificuldade absurda de me focar em uma única coisa. Tanto, que apesar de ter uma mãe super criativa e boa com as coisas manuais, eu nunca consegui fazer mais do que duas linhas de bordado.

Sim, duas linhas. E eu só me interessei por bordar porque eu queria fazer borboletinhas, estrelinhas, nominhos, fofurinhas. Aí quando minha mãe disse que pra isso eu teria que aprender a dominar a técnica de bordar, que consiste em ficar preenchendo aqueles quadradinhos e fazendo linhas e mais linhas, eu desisti na hora.

Até na cozinha eu surto quando o cuidado com detalhe tem que ser muito grande, ou manual, ou repetitivo, ou em grande escala. Por exemplo, eu amo empanadas, mas na hora de montá-las eu fico impaciente, começo fazendo empanadas lindas, depois já fico com vontade de fingir que a massa não deu e jogar tudo fora. Sigo até o fim (só pra não desperdiçar massa), então saem umas empanadas bem feias.

Engraçado que com esse lance de cozinhar, muita gente me dá dicas de receitas de doces, bolos, docinhos, sobremesas em geral, mal sabem elas que detalhe não é comigo, logo fujo de receitas doces. Sério. Não tenho nem paciência de enrolar brigadeiros, até mesmo por que tenho mãos quentes que derretem os danados enquanto tento enrolar. Fujo logo.

– Viram como fugi totalmente do assunto?
– Pois é, foco não é o meu forte. Eu quero fazer tudo-ao-mesmo-tempo-agora.

E esse querer tudo-ao-mesmo-tempo-agora me deixa pirada, com tantos quereres eu acabo me irritando, sobrecarregando a mente, e esquecendo as coisas mais absurdas, e principalmente rotineiras:

Certo dia, 25 de abril pra ser mais exata, essa pessoa que vos fala foi ao supermercado, fez umas comprinhas, voltou alegre e contente ao escritório e… “putaqueopariu! esqueci o cartão de débito no Carrefour”. Merda, shit, droga, e um monte de palavrão que ela tem vergonha de escrever. Liga pro marido, já bem pilhada e meio sem educação, pede um favor, já meio puta de ter que pedir esse favor. Marido fica puto, ela pensa que fica puto por ter que ajudar, mas ele fica puto pelo seu jeito de falar. Mesmo assim ele vai até o mercado, descobre o cartão por lá (que a pessoa que vos fala deixou “plugado” na maquininha logo após digitar a senha, bater papo com a caixa, pegar a notinha…”). Então, descobre também que não pode pegar o cartão em nome da esposa, liga puto, ela fica mais puta, a pega no trabalho, a leva de volta ao mercado, ela pega o cartão e pronto, são felizes para sempre…

Mentira. Essa história deu a maior treta doméstica, com direito a troca de ofensas, machismo, feminismo, tudo junto quase causando uma guerra de gêneros.

Na cabeça de uma pessoa extremamente organizada e metódica (marido) é inadmissível entender o que se passa na cabeça da pessoa que é  a personificação da Dory (aliás, amei saber que vai ter o filme que fala sobre mim… ops, sobre a Dory). Então, fiquei tão puta, mas tão puta chateada, mas tão chateada, que emburrei alguns dias, não vou negar. Além de sem foco, sou meio besta às vezes.

Agora, dia 20 de maio, ela vai ao mercado, o mesmo mercado, e o final da história vocês já podem imaginar, certo? “Pohan, cadê meu cartão que estava aqui?”. “Não acredito! De novo não”. Procura, procura, procura, vira bolsa do avesso, procura na gaveta das calcinhas, procura no cesto de lixo, procura em cima do chuveiro. Procura em todos os lugares mais inusitados, porque se recusa a confessar que perdeu o cartão de novo. E da mesma forma. E no mesmo lugar.

– Calma, respira fundo. Faz seus mantras da época de yoga. Engole o choro. Seca a lágrima minúscula e para de proferir todos os auto-palavrões…

Sim, eu perdi o cartão de novo, e provavelmente no mesmo lugar. Mas que merda de cabeça é essa? Nem cogitei ir lá no mercado procurar. Decidi que o cartão estava amaldiçoado e cancelei de uma vez por todas.

Marido nem falou nada dessa vez, porque eu já assumi minha culpa de uma vez, sem dar uma de feminista, fui mulherzinha mesmo e fiz todo o discurso de mea culpa com lágrimas nos olhos. Lágrimas sinceras.

Ah gente eu ando passando por maus bocados no trabalho, então além de toda dificuldade já inerente à minha pessoa meio lelé da cuca, tem uma ansiedade chata, de coisas chatas acontecendo.

Sei que vai passar, mas até lá espero não colocar açúcar no arroz, sal no café, água quente na panela cheia de óleo quente, jogar roupa no lixo, cair da cadeira, enfim, coisas que quase aconteceram de verdade nos últimos dias.

Tá foda.

– E sabe o que fazer nestes momentos de loucura e confusão mental?
– Nada! Melhor não fazer nada! Não inventar receitas, não inventar moda, não inventar nada. Faça o plenamente suficiente pra não morrer de inanição e espera a poeira baixar ok?

Sanduíche de Atum e pra acompanhar um Suco de Laranja com Limão Caipira

Sanduíche: misture 1 lata de atum em pedaços ou inteiro (não gosto de atum ralado) sem o óleo/água com umas 4 colheres de maionese (ou quanto desejar), coloque pedaços de azeitona preta e verde, e tudo o mais que gostar como ervilha, milho verde, palmito (manja coisas que sobram de pouquinho na geladeira? isso mesmo), tempere com com pimenta do reino, salsa e cebolinha, passe ricamente num delicioso pão integral e complete com folhas de alface e tomates em rodelas. A minha camada rica de pasta de atum deve ter uns 2 cm de altura. Amo.

Sanduiche

Suco: nunca fui preocupada em comer coisas light, até mesmo porque odeio a palavra adoçante, aspartame e qualquer uma do gênero. Sinceramente prefiro consumir algo sem açúcar do que sentir o gosto grudento na língua do aspartame. Eca.

– Olha lá eu perdendo o foco até na receita… voltando…

Aí que me pego lendo um blog sobre receitas de baixa caloria e as fãs da blogueira todas preocupadas com o fato de que o suco de laranja puro é muito calórico. Eu penso, WTF?!?! Como assim?!?! Até o pobre do suco de laranja é persona non grata da dieta?!?!

Até faz algum sentido, afinal para um copo de suco de laranja puro vão umas 6 laranjas, certo? Bom, o fato é que nem ligo pras calorias, mas a blogueira dava uma dica que me deixou curiosa: suco de 1 laranja com 1 limão e completa com água. Só isso. Eu na verdade fiz com 2 laranjas (pecadooooora) + 1 limão caipira (era o que tinha em casa) + água + cubos de gelo e atenção: 2 COLHERES DE CHÁ DE AÇÚCAR CRISTAL!

– Todas light grita!

Brincadeiras à parte, ficou bem gostosinho gente. Vale a pena tentar.

Pimentinhas ao fundo (marido quem fez).

Pimentinhas ao fundo (marido quem fez).

Até quarta com o post 5/24.

Deleite-se!

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