Conquistando pelo estômago!

Hoje tem o super jantar de dia dos namorados, versão 2013.

Tenho um problema, dentre tantos constatados extraoficialmente na minha cachola, que é sentir faniquito em lugares lotados, fechados, muvucados, portanto vocês podem imaginar que minha paciência numa feira livre, num supermercado, e num restaurante cheio no dia dos namorados dura bem pouco né?

Nunca me passou pela cabeça ter um dia dos namorados romântico, no melhor restaurante da cidade, com violinos tocando, champagne borbulhando, anel de noivado enfiado na sobremesa, passarinhos voando e amarrando meu vestido, fadas madrinhas me fazendo sapatinhos de cristal… Ops! História errada.

Sério! Não tenho esses sonhos de mulherzinha sabe? Sim, podem me condenar como destruidora da magia do dia dos namorados. Fora que já caí na besteira de sair num dia dos namorados (sem essa intenção) e o excesso de romantismo e músicas melequentas do recinto me jogarem pra fora de lá. E nos jogamos numa balada bem barulhenta do outro lado da rua.

Mas nada foi pior do que um ano que o Le ficou trabalhando até mais tarde e eu insisti que teríamos que fazer algo especial. Assim fui pro shopping ver um filme enquanto ele terminava suas obrigações. Nem preciso dizer que só tinha casal a fim de se pegar, fazer juras de amor, e eu, a única sozinha entrando na sala de cinema com um hot dog enorme, solitária, infeliz, trintona e gorda, me senti a própria Bridget Jones (eu não era nada disso, mas precisava figurar a cena. Entenderam né?). Na verdade mesmo, eu entrei rindo quando vi onde tinha me metido.

Quando enfim acabou o filme o Le me pegou e fomos jantar num sushi bar. Cara! Foi um dos dias dos namorados mais sem graça da minha vida. Com cara de coisa forçada sabe? O Le cansado, eu querendo tornar tudo bacana, mas também cansada, porque era super tarde. Uma merda. E já fazia algum tempo que tínhamos concordado em não nos presentear em datas como essa. Então, nem um presentinho trocamos pra forçar mais uma alegria disfarçada. Repito. Uma merda.

Desde então eu adquiri certo trauma. Melhor não planejar saídas falsas, forçadas e românticas (só que não), só por causa de uma data. Prefiro fazer isso quando a vontade bater em cheio. Ou vocês pensam que eu não gosto de ir no melhor restaurante da cidade, com violinos tocando e uma joia enfiada na sobremesa?

– É, podem tirar as firulas, mas deixem a comida, por favor!

Em 2012 eu iniciei um novo projeto com o intuito de salvar a magia do dia dos namorados na minha nada mole vida: Fiz um jantar!

Daqueles com bebidinha, entrada, prato principal e sobremesa sabe? Já até dei duas dessas receitas aqui: Figos Caramelizados com Presunto Parma (aqui) e Crepe de Chocolate com Nozes e Morangos (aqui). Qualquer dia eu passo pra vocês o prato principal, Risoto de Cogumelos Frescos. Foi uma noite deliciosa, não pelo motivo óbvio da comida, mas por estar no lugar que mais gostava, do lado de quem eu amava, e com as minhas roupas do dia-a-dia e de cara lavada.

– Quem nunca se estressou antes, durante e depois de um jantar romântico com um cara? É tanta tensão que às vezes não rola o tesão! Perdão pelo trocadilho.

Em 2013 não poderia ser diferente, afinal projeto é projeto. Primeiro fiquei super na dúvida do que fazer. Não queria nada pesado, de difícil preparação e que causasse um rombo no orçamento, mas também não queria servir nada trivial. Recorri então ao Panelinha. A querida Rita Lobo havia preparado um monte de sugestões para a data. Fiquei em dúvida entre um jantar totalmente vegetariano (as receitas eram demais de lindas) e outras opções em separado. Mesclei um pouco e fiquei com um jantar sem carnes, mas com bacalhau.

Pronto para ver como ficou? Prepare-se para fotos apetitosas, com os links das receitas de sua fonte original, afinal eu não mexi em praticamente nada e elas estão super bem explicadas (senão seria muito texto pra um post só).

Bebida: Caipirosca de Mexerica com Coentro (não torce o nariz senão em brigo com você, sou tarada por coentro). A receita está aqui.

Resultado: Eu ainda prefiro caipirosca de limão (não gosto de caipirinha, aquela com cachaça), mas essa é bem interessante e docinha. Por incrível que pareça eu achei que o coentro apareceu pouco, fica mais o seu cheiro, algo que amo. O Le quem fez a bebida. Ele costuma fazer suas caipirinhas (maravilhosas por sinal) e colocar uma borda de açúcar, mas desta vez ele inovou e fez uma borda de sal. Ficou interessante.

Entrada: Pasta de Pimentão Vermelho com Torradas. A receita está aqui.

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Resultado: gosto super interessante de defumado, mas senti falta de algo picante, ou ácido, ou cítrico, e algo a mais, não sei dizer o quê. Sobrou um pouco (a receita era pra 4 pessoas) e estou pensando em usar em alguma massa ou fazer canapés variados com essa pasta de base, mas incluindo alguma carne (olha eu avacalhando a ideia vegetariana do negócio). Ah e eu acho que se tivesse servido com pão sírio (como pede a receita) teria sido melhor. Achei o gosto das torradinhas da Bauducco meio perfumado demais.

E o grande rei da noite. O bacalhau!!!

Prato principal: Bacalhau com Purê Perfumado com Alho. A receita está aqui.

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Resultado: M A R A V I L H O S O! P E R F U M A D O! T E S U D O! T U D I B Ã O! E não, não estou descrevendo o marido, que aliás é isso e mais um pouco. Estou falando do bacalhau, do alho, do purê, do azeite, tudo junto e misturado. Gente, sério, esse purê feito com o leite que cozinhou o bacalhau e com alho pré-assado amassado é uma L O U C U R A! Delicioso! Quero passar a comer purê de batatas assim todos os dias. Uma pena que pra isso eu teria que ter bacalhau toda semana em casa, e como sabem o preço é como seu tipo, bem salgado. Olha aí, mais trocadilhos infames.

Feedback do comensal: “Tati, esse prato está de comer rezando”.

Preciso dizer mais alguma coisa? Ah! Mas ainda tem a sobremesa. Mais simples e basiquinha. O diferencial fica para o sorvete.

Sobremesa: Banana Flambada com Sorvete. A receita está aqui.

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Resultado: “uma delícia, mas o que queria mesmo era comer mais um naco de bacalhau com purê perfumado…”, juro que meu pensamento ainda pairava sobre o bacalhau. Ah gente, banana flambada chega a ser meio brega né? Clichê de sobremesa de churrascaria, mas ainda assim, adoro! E sempre tenho banana sobrando em casa.

O diferencial dessa danadinha está no sorvete, já que aqui em Goiânia tem uma sorveteria que eu sou completamente pirada. Se chama Crema & Cioccolato e seus donos são 3 italianos abençoados por terem escolhido a terra quente a qual habito pra abrir a melhor sorveteria que já pude frequentar na vida. Sorvetes leves, feitos puramente com creme de leite fresco, ingredientes vindos da Itália e por um preço justíssimo (R$ 5,00 uma bola que equivale por duas, e com direito a fazer meio a meio). Em Sampa um sorvete deste nível custaria fácil R$ 10,00 a bola (ou mais). Comprei então um mega combo pra levar pra casa com 4 sabores (Pistacchio, Crema Baunilha, Amarena e Choco Chips.) Ai ai ai. Crema em casa. Que sonho. Ah e servi a sobremesa com o sorvete de crema baunilha – repita comigo, com um sotaque italiano – crema baunilha, belo!

Se virem a Goiânia vocês TÊM QUE IR LÁ. E ME CHAMEM, POR FAVOR.

Depois… bom, depois eu não posso contar, mas posso te dizer que a noite foi fantástica.

Até sábado com o post 3/24.

Deleite-se!

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7 respostas para Conquistando pelo estômago!

  1. Carolina Felgueiras Leonardo disse:

    Adorei o post de hoje!! Ri bastante e li com sotaque italiano o “crema baunilha belo” rs. Show Tati. Parabéns por mais um sucesso e inspiração, sim, oq escreve é inspiração para mim. Beijos.

  2. Ana disse:

    Putz, me deixou salivando aqui, Tati! Isso não se faz!!! Esse alho aí, meu marido ia gostar, viu? Ele é louco por alho. A gente também não é de comemorar essas datas comerciais não. Somos bem tranquilos com isso… Tem horas que acho até tranquilos demais, mas é nosso jeito, fazer o que, né?

    Posso falar que teu texto tá ficando cada vez melhor? :)

    • Poxa Ana, desculpa, mas corre lá pra fazer!!! hahaha.
      O alho é hiper fácil de fazer, basta você cortar a pontinha de uma cabeça de alho (pela foto da pra ter uma ideia) e deixar no forno baixo por cerca de 30 minutos (mas fica de olho pra não queimar). Aproveita e coloca junto com algum assado. Aqui a gente faz com picanha, costela, etc. Só deixar lá assando junto. Não precisa nem de óleo, azeite, sal, etc. Aí é só espremer de dentro da casquinha e correr pro abraço.

      Muuuuito obrigada pelo comentário final. Vindo de você eu fico bem lisonjeada mesmo. Bjs.

  3. Talita disse:

    amei tudo e super me identifiquei com vc. bjos

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