BFF e o Arroz da Puta

ArrozHoje tem arroz da puta (sim, você não se enganou, o nome é esse mesmo).

Eu acho essa história de BFF, “Best Friend Forever” – ou para o bom português, “Melhores Amigas para Sempre” – uma coisa bem adolescente.

Ainda assim… ADOROOOO!

Às vezes eu olho umas fotos minhas e até coisas que escrevo e não acho que entrego ter 31 anos. Chego a pensar o que pensam de mim. E os pensamentos são mais ou menos assim: “Nossa, praticamente uma velha usando tênis All Star!”, ou ainda, “quem ela pensa enganar com esses ‘adoroooo’, ‘fofo’, ‘super legal’, ‘dá hora’, ‘show’, que ela diz por aí sem parar?”, “e agora ela me vem com essa de BFF?!?!”.

Preciso mesmo agir de acordo com a minha idade? Tipo assim (“xiiii, olha lá outra expressão teen”). Tipo assim, preciso mudar completamente só porque estou ficando mais velha? Existe um tempo na vida que essa mudança vem naturalmente? Ela pode nunca chegar? Tenho que forçar essa transição?

Certo dia eu observava umas crianças na piscina, elas pulavam, gritavam, pulavam de novo, jogavam água umas nas outras, enfim brincavam de verdade. Eu fiquei me perguntando sobre onde diabos foi parar toda essa loucura infantil em cada um dos adultos? Em qual momento da vida a gente passa a achar tudo aquilo tão infantil que deixa de fazer? Fiquei nostálgica, sabe?

Só que o post não é pra falar de nostalgia infanto-juvenil, mas de BFF! Yay!!!

Amizade é algo que eu valorizo demais. E eu passei a perceber mais esse valor depois que mudei de São Paulo (onde estão quase todas as amigas). E percebi também que fazer amizade não é algo tão fácil assim. Escolher alguém em quem se possa confiar, contar segredos, chorar as pitangas, reclamar do marido, não é fácil. Aí eu percebi o quanto cada uma das minhas BFF já fizeram falta em algum ponto importante da minha vida viajante.

Cada uma ao seu modo:

Eu tenho uma BFF que recorro quando preciso colocar o astral lá em cima, ela é expert em fazer isso; outra BFF eu posso trocar umas ideias mais picantes, falar sobre sexo, e dar altas risadas disso; tem ainda a PHD em comportamento humano, que me ajuda a enxergar algumas sacanagens das pessoas me dando toques preciosos, além de ter um ótimo gosto para leitura.

A BFF com especialização na área profissional é pós-doutorada em sua área, ela diz se espelhar em mim, mas não faz ideia de quanto orgulho sinto dela por chegar aonde chegou, da maneira que o fez. Virou meu espelho profissional.

Tem uma mocinha que está conseguindo conquistar o seu lugar de BFF, ela me faz cada pergunta sobre futuro que às vezes receio dos conselhos que dou. É muita responsabilidade; a BFF curta e grossa é aquela que mais me faz rir. Ela tem uma solução pra tudo, mas as que mais gosto são aquelas repletas de cores, sabores e às vezes sangue; e a última, mas não menos importante foi chegando como quem não quer nada e foi ficando. Tem também uma grande influência na minha vida profissional.

E quando eu penso que já está de bom tamanho essa quantidade de BFF eu percebo que existem também as BVFF (Melhores Amigas Virtuais!!!). O que eu poderia esperar se aos 31 anos eu consigo fazer amizades pelo mundo virtual? Parece até coisa de adolescente, não é mesmo?

Mas falando sério são pessoas que não importa a distância ou o meio que usamos para falar de ideias profissinais ou não, contar piadas, trocar receitas, sonhar sobre viagens, ou só curtir… são pessoas que eu tenho um carinho tão grande, que sinceramente me sinto uma torcedora por suas vidas. Existem verdadeiros diamantes espalhados por esse mundão afora e eu me sinto abençoada por tê-las por “perto”.

E posso confessar uma coisa? Muitas das BFF “citadas” eu falo algumas vezes por mês, aquela troca de ideia rápida sabe? Ou apenas pra ter certeza que tudo está bem. Relação sem cobrança, sem expectativas. Relação de respeito ao espaço e jeito de cada uma delas. E isso é o que as torna tão importantes pra mim. São minhas irmãs de alma que eu sei exatamente onde sempre posso encontrá-las. E elas a mim.

Então, um brinde às BFF e às BVFF, vocês são pouquinhas, preenchem pouco mais que meus 10 dedos das mãos, mas ocupam um mega lugar no meu coração.

E para brindar a amizade hoje tem receita de amiga. Fernanda quem preparou esse belo prato (foto minha). E estou divulgando porque acompanhei o antes, durante e depois do preparo, e vou te falar… o que veio depois foi marcante (comilança sem fim). Melhor arroz que já comi na vida.

Arroz da Puta

teste

E apesar da Fe ser uma puta amiga, o puta em questão é apenas o nome do prato. Sabe como é, puta, calabresa, prazer, parecem ser coisas que combinam né não?

Ingredientes: 4 medidas de arroz – 4 linguiças calabresa defumada cortada em rodelas – 1 cebola picada – 5 dentes de alho – 2 extratos de tomate – água fervente suficiente pra essa quantidade de arroz (cerca de 8 medidas de arroz)

Modo de Fazer: frite a calabresa até ficar douradinha, acrescente o alho e a cebola e refogue. Depois acrescente o extrato de tomate, o arroz e cubra com a água fervente. Deixe cozinhar e desligue o fogo quando ainda estiver cremoso e o arroz cozido (aspecto de risoto). Se for necessário acrescente mais água para garantir a cremosidade.

Acompanhamentos: alface, pimenta dedo de moça picadinha, ovos mexidos, farinha de mandioca, queijo parmesão ralado e cebolinha picada.

Montagem: primeiro você coloca a alface no prato, depois faz uma montanha de arroz e vai colocando os acompanhamentos por cima. E então, devore!

Opinião da Tati: pode parecer loucura todas essas coisas juntas, mas eu juro pra vocês que fica perfeito. É uma delícia de arroz. E essa quantidade dá pra fazer pra umas 10 pessoas. E o cheiro que fica pela casa é tão bom, mas tão bom que te levará a fazer um belo prato de pedreiro (como o meu da foto).

Deleite-se!

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13 respostas para BFF e o Arroz da Puta

  1. Ana disse:

    Adoro arroz assim misturado! Mas o povo aqui em casa não curte.

    Sobre as BFFs, me identifico muito com tudo que você disse, Tati. Olha, não acho que a gente tem que “crescer” não, sabe? Quanto mais eu vivo (pra não dizer “envelheço” hahahaha), eu percebo que a gente não muda por dentro. Minha mãe é tão criançona como eu, e arriscaria dizer que até a vó com seus 86 anos tem uma menina dentro dela. Isso que importa, né? A gente tem é que ser feliz!

    Eu também sinto falta das BFFs da adolescência e me pergunto porque não consigo mais ter relações semelhantes hoje em dia. Felizmente tenho conquistado algumas poucas amigas e esse sentimento gostoso de ter alguém com quem conversar sobre a nossa vida é tão bom, né? Por muito tempo da minha vida adulta tive mais amigas virtuais que reais, mas agora tá mudando e estou super feliz! :)

    Um brinde às BFFs!!! :)

    • Verdade Ana, o que conta é a felicidade. Já bastam várias coisas que deixamos pra trás com as crianças que fomos um dia né? E felicidade previne rugas. Tenho pra mim que sorrir e brincar bastante também! :)

      Que suas amizades não virtuais criem bastante raízes então.

      Um brinde!!!

  2. Vanessa disse:

    Putz, outro dia fui na casa de uma amiga.. e a mãe dela me perguntou se eu tinha 16 anos!!! kkkkkkkkkk… Só pode ser minhas roupas sem noção de idade né?? hahaha…
    Nada melhor nessa vida do que um bom papo com a nossa BFF!! Ô delicia!!!
    Tipo, eu amo muito as minhas!! :)

    “Chego a pensar o que pensam de mim”
    Eu tbm penso isso, certamente que eu ficaria chocada se soubesse!! Mas eu não consigo ser diferente… Ser uma adulta séria, de 32 anos… #comofaz? rsrs… bjossss

    • 16 anos?!?! Uhuuu que baita elogio Van!!! Kkkkkkkkkk. E olha que coisa engraçada, esses dias eu comentava com uma amiga que aos 16, todos me davam 20 (fui uma adolescente bastante séria, ISSO ERA O QUE ME DIZIAM; ou será que falavam da cara de velha?? rsrs), e agora com 31 ninguém acredita, sempre me dão menos, tipo 26. UHUUUUU. VIVAAA.

      Ah meu, eu tenho umas conhecidas mais caretinhas que ficam nessa necessidade de idade pra isso, idade praquilo, isso pode, isso não pode. Ah vá!!! Quero isso não. O que controla um pouco minhas vestimentas são as pelancas, então só decido se quero ou não mostrá-las, mas de resto, só gosto pessoal mesmo! Rs
      BFF são tudo né não? Sinto saudade de dar uns bons apertões nas minhas.

  3. Fernanda disse:

    Oi Tati, adorei ver a receitinha publicada…
    AMEI esse assunto de BFFs.. kkkkk… Não tenho muitas, na verdade são bem poucas, mas essas poucas são como as irmãs que nunca tive… Se inclua nessa viu penetra… kkkkkk
    Sucesso sempre…
    Beijokas de muita luz violeta e dourada…

    LOVE U

    • Essa receita merece ser publicada com toda honra! Rsrs

      Poucas BFF, mas tenho certeza que suficientes, e assim que é bom. E eu serei a sua “personal penetra Best Friend Forever” hahaha.
      I luv u!!!

  4. Luciana disse:

    Caraca, véi!!! (Oops, escapuliu! hahaha) Que foto linda, que arroz maravilhoso! Fiquei com água na boca!!! (E olha que eu ja jantei!)

    Tati, amei seu Post, amei! Acho que a gente para de ser criança quando começamos a nos preocupar com o que os outros pensam da gente, nao? Eu fico observando o Nic em sua inocência, nas coisas que ele fala e faz… ele nao dá a mínima pro que os outros estão pensando dele! Eu acho isso tao bacana! As vezes, sem querer, eu o controlo, pensando no que os outros vão achar se eu nao intervir. Olha que absurdo? Vc me deu o que pensar.

    De qualquer forma, acho que sou uma das mais bobas entre minhas amigas! E estou feliz que aos poucos estou me encontrando e encontrando amizades valiosas aqui. Depois de tantos anos morando fora, por fim. :)

    E tambem adoro minhas amizades virtuais. Elas preenchem uma parte da minha vida que dificilmente teria “outro recheio”. Sendo expatriada, isso se torna ainda mais importante. Obrigada à vc por ser uma delas (te considero muito!). Que um dia essa amizade pule de nível! :)

    Qualquer dia vou fazer esse arroz. O povo aqui vai amar, tenho certeza!!!

    Beijos!

    • Também sou dessas que saliva pensando em comida logo depois de jantar, almoçar, tomar café… meio ogra sabe? rsrs
      Também fiquei pensando nisso que vc falou. Quando a gente se dá conta dos outros, que os outros estão sempre nos observando, perdemos totalmente a inocência, uma pena. Eu também curto muito observar as crianças e entrar no mundo fantástico delas. Uma delícia.
      Fico feliz que esteja encontrando boas companheiras aí em Van. Com certeza essa é a maior dificuldade de quem mora longe da família e dos amigos íntimos ne?
      Também torço pra que nossa amizade pule de nível, pensa nas horas que ficaremos batendo papo? Pq só de te ler sei que fala pelos cotovelos (como eu! rsrs)
      Beijão!!! (até aqui fingindo que não sabia que vc já tinha feito o arroz da puta! rsrs)

  5. Luciana disse:

    Só passei pra falar que hoje vai ter putaria aqui em casa!

    Opa!!! Que isso, Tati! Mais respeito! So to falando que hoje vou fazer sua receita! Mas como o Rafa ta viajando, vou ter que fazer 1 quarto, senão vou passar 10 dias comendo!!! hahahaha

    Beijos, depois te conto!

    Lu

    • AMEI saber que fez a receita. E mais ainda pelo resultado. E ainda mais um pouco pela inovação (colocar arroz integral).
      :)
      Eu fiz sábado pras visitas e eles adoraram :) :)
      Ah e fiz também o bolo de banana.
      Muito louca essas conexões né? Uma maneira de estarmos sempre pensando em nossa amizade virtual.
      Beijão!!!

  6. Fernanda N disse:

    oi tati, tudo bem?
    adorei o post… também sou da turma dos velhos que parecem mais novos por contas das atitudes… tenho 28 e ainda uso all star, vejo filmes da disney, uso expressões teen e quer saber? sou muito feliz assim… acho que o que mais importa é aceitarmos como somos, sem se preocupar o que podem estar pensando de nós. acho isso bem válido!
    também tenho vários tipos de bff, mas acho que atualmente só considero uma para exercer o cargo oficialmente. e se conta amigo menino, ele preenche o outro cargo. de resto, tenho bons amigos, mas que não estão sempre presentes na minha vida. mas acho que é assim mesmo, néam? bom, e claro, tem os amigos virtuais também, que são muito queridos! :)
    fiquei com mó vontade de comer esse arroz… ô, delícia, viu? =P
    beijo, beijo!

    • Tudo ótimo Fernanda e vc?
      Nossa, esqueci de falar no post que adoro animações infantis (mesmo sem ter filhos! rs).
      E vc está certíssima, eu acho que a nossa juventude interna não tem idade que apague. Na verdade ela até apaga rugas! rs
      Claro que conta amigo menino! rsrs. Eu já tive alguns quando mais nova, na época da escola e da faculdade, mas hoje não mais. Percebo que quando chegam as namoradas e esposas, o relacionamento de amiga com amigo fica meio abalado, vc não acha?
      Ah o arroz é bam fácil de fazer. Vc gosta de cozinhar? Tenta qualquer dia e me conta!
      Adorei a entrevista que fez com a Lu Azevedo.
      Bjo grande!

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