Ah! Essa montanha…

19 de fevereiro de 2010, sexta-feira

Dia 22/30

Essa tal de Vancouver estava saindo melhor que a encomenda viu! Parece que depois que começaram as olimpíadas ela só queria saber de sol. Nem tanto pra fazer calor. Mas com a garantia de ter belas imagens por eu onde passava.

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Nessas horas a palavra “stunning” se encaixa com perfeição.

Sexta-feira é dia de folga a tarde lembram? E nesta escolhemos conhecer uma das três montanhas que avistamos por toda Vancouver, a Grouse Mountain.

Não lembro se foi exatamente neste dia, mas numa das andanças lembro de ter comido um delicioso hot dog em frente a Waterfront Station antes de pegarmos o Seabus. Aliás, eu abomino o cachorro quente que virou mania no Brasil, aquele pão gigante com duas salsichas, carne moída, frango desfiado, milho, queijo cheddar, requeijão, batata palha, purê e tudo mais que sua imaginação permitir. E sim, tudo isso junto e misturado. Por outro lado, eu adoro aquele dog simples com uma salsicha, molho barbecue, catchup, mostarda e só! Vai, se tiver um purê de batatas eu curto também. O fato é que o hot dog que comia em Vancouver era simples, mas muito bom. E o molho barbecue é picante, na medida certa, mas não sem graça como encontramos no Brasil. Eles serviam também uma vinagrete de repolho que era bem gostosa. Tipo chucrute. Hum, sabor de saudade.

Meninas, vocês lembram como downtown estava loucura, loucura, loucura neste dia do hot dog? Parecia que todo mundo resolveu sair pra curtir o clima olímpico, ver a pira, visitar as casas dos países, eventos da Coca-Cola, etc e tal. Por isso, que acho que foi no dia de Grouse. Por optarmos sair um pouco dali da bagunça.

Vancouver4_day22

Definição ruim, pois estávamos dentro da gôndola.

Chegando em Grouse Mountain fiquei meio assim em dúvida pelo preço do ingresso, afinal minha viagem já estava na reta final. E reta final de viagem é igual mês de assalariado, muitos dias pra pouco dinheiro. Mas também tem outra frase ótima que todo turista nunca pode esquecer: “quem converte não se diverte“. O segundo pensamento foi mais forte e decidimos subir até o topo da montanha comprando os ingressos da gôndola (acho que é esse o nome né?). Que vista lindaaaaaaaaaaaa! Dá um friozinho na barriga também, mas ver downtown dali de cima é algo inexplicável. E aquele mar separando tudo? Ai ai ai. Fico apaixonada toda vez que lembro. E como cabe gente naquele troço?!?!? E muita gente com equipamento de esqui e snowboard. Galera animada!

No topo da montanha tem ainda o lift, tipo uma mini gôndola que leva os ESQUIADORES para picos mais altos, com o objetivo deles descerem do lift ESQUIANDO. Vocês já devem ter visto em filme, aquela cadeirinha suspensa que o esquiador vai sentado, mas já de esqui nos pés. E por que estou detalhando isso? Porque uma amiga que conheci em Vancouver achou que aquele lift era pra subir nos picos simplesmente pra tirar foto, ter uma boa vista e tal, e não para esquiadores profissionais. Aí ela não pensou duas vezes, foi com um amigo e subiu no troço. Ela estava esquiando em Grouse, mas tinha acabado de começar e não contratou um instrutor. Doida total. Não vou me estender, mas a história termina com ela tendo que decidir se jogar de cima do lift, num dos picos mais altos de Grouse e praticamente se esborrachar no chão, sim gente, a neve pode parecer fofa, mas é dura como concreto numa queda, e desesperada porque não tinha como ela descer esquiando de lá do topo. Parece que o amigo conseguiu. Ela até tentou descer de bundinha, dar uns passos no esqui, chorar, se desesperar, até ter que ser resgatada literalmente!!!

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– Quando vi os lifts lembrei dela na hora. Como diria Shakira, “loca, loca, loca“.

Eu e as meninas decidimos ficar lá curtindo um dia de turista mesmo. Apreciando a vista e batendo papo. Nada de esquiar. Além da Bruna, estava também a Lu, uma querida.

Aqui vale um outro parênteses. Sempre que possível eu procurava me relacionar com estrangeiros para praticar o inglês, mas a desvantagem de ir pra passar apenas um mês, é que eu queria fazer coisas que as outras pessoas tinham, sei lá, 6 meses pra escolher um dia certo de fazer. Então, uma característica do grupo de passeios era esse, pessoas que já estavam no fim da jornada ou estavam numa jornada de um mês, como eu e como a Bruna, ou as que realmente estavam a fim.

Depois da trilha um delicioso sei lá o quê bom pra caramba! rs

Depois da trilha um delicioso sei lá o quê bom pra caramba! rs

No post de ontem eu comentei sobre uma questão de trabalho sem detalhar nada né? Neste dia a Bruna, que adorava aquela história, me pediu para contar pra Lu também. Vou resumir pra vocês se situarem. No primeiro post eu havia comentado que “sairia do emprego” lembra? Então, com essa decisão tomada, portas se abriram pra mim, e mesmo com o intercâmbio já fechado, como uma pegadinha do destino pra quem estava de saco cheio de procurar um emprego melhor, entrevistas e processos seletivos apareceram. Em um deles eu evoluí super bem, mas contei da viagem ao Canadá. Isso foi em meados de dezembro. Senti que meu futuro chefe tinha a intenção de me persuadir a desistir da viagem, mas foi me aprovando e cozinhando a história em banho maria. Até que às vésperas do ano novo de 2010, eu recebi a confirmação, tinha sido aprovada. Naquela altura do campeonato, faltando exatamente um mês pra viajar, eu não iria desistir de jeito nenhum e falei pra eles… o resto vocês já sabem né? Como num milagre, ele disse que esperaria eu ir, voltar e pedir demissão do emprego atual. Em janeiro eu deixei todo o processo pré-contratação pronto pra quando voltasse. O resto dessa história eu conto depois… mas já adianto que renderá fortes emoções.

Foi bacana compartilhar essa conquista com a Lu e a Bruna. Elas me deram um super apoio e senti de novo aquela história de I’m proud of you Tati por parte delas. Depois do papo cabeça nós fomos bater perna no gelo e tirar fotos, muitas fotos.

Lembro que tivemos nossa conversa bem ali pertinho das estátuas grandonas.

Lembro que tivemos nossa conversa bem ali pertinho das estátuas grandonas.

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Lá em Grouse eu tive a sensação de que os esquiadores são mais malucos que em Whistler, talvez por que as pessoas possam atravessar entre uma descida e outra, até de certa forma livres, sem necessariamente estarem esquiando, mas os caras não curtem muito não. E obviamente deve ser bem perigoso para os sem-esqui mais lerdinhos. Ficávamos ligeira para não sermos atropeladas. E achei bem difícil caminhar na neve. Dá um certo medo de cair.

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Neste dia fez um pôr do sol inacreditável. E Vancouver entrou oficialmente na minha lista do lugar com o mais lindo pôr do sol de toda a minha existência. E veja se isso não é uma bela ironia. Vancouver no inverno = chuva todo dia. Chuva todo dia = céu cinza. Céu cinza não rende sol, tampouco pôr do sol. Mas não para essas garotas de sorte.

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Agora me fala se o único objetivo do destino de me mandar pra lá em fevereiro de 2010 não era me deixar completamente apaixonada por aquele lugar maluco?

Chegando em casa eu encontrei um belo jantar.

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Esse post já ficou grande e tem um montão de fotos. Então, nos próximos dias eu conto pra vocês como era minha relação com a família e com as comidas preparadas por eles. Tragédia, comédia ou romance? O que será que encontrarão?

Continua…

PS: se não entender muito bem esse post, comece lendo pelo dia 29/01 ”Realizando um Sonho” e vem comigo pelos próximos dias.

Fotos dos bastidores!

Pensa na dificuldade de subir um morrinho desses cheio de neve.

Pensa na dificuldade de subir um morrinho desses cheio de neve.

As garotas apreciando o lindo espetáculo; na foto da sua direita a moça baixinha era uma repórter super simpática que aparecia direto fazendo cobertura dos jogos.

As garotas apreciando o lindo espetáculo; na foto da sua direita a moça baixinha de touca é uma repórter super simpática que aparecia direto fazendo cobertura dos jogos.

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7 respostas para Ah! Essa montanha…

  1. Ana disse:

    Quando tem sol aqui não tem comparação. Vancouver é linda mesmo! E acho que a falta de sol é o que justamente faz a gente dar tanto valor pra ele, sabe? O povo aqui fica doido quando tem sol do lado de fora! hehehehe…

  2. Bruna Coquito disse:

    Tati, estou caindo de sono deitada na minha caminha, mas não resisti a tentação de vir aqui ler o post de hoje. E quando vi que você falou daquele doce delicioso que comemos esse dia, também não resisti em vir comentar. Sei o nome do doce!!!!!!! Beavertails! Haha tenho uma foto minha abocanhando o meu, com a embalagem ao lado propositalmente pra lembrar o nome! Hihihi. Dia lindo, e sem duvida Vancouver tem o pôr do sol mais lindo do mundo. Faltou sua foto sentada no gavião de madeira, que você fez questão de honrar seu timão no Canadá! Lembra? Tenho a foto aqui!
    Fiquei com vontade de Beavertails agora! Rs! Beijocas!

  3. Bruna disse:

    Explorar Groue Mountain, ah que delícia!
    Sabe que conforme você falou da hora do bate papo, lembrei exatamente da cena, como se fosse um Deja vu? Estávamos sentadas numas pedras e troncos com uma paisagem que era um show da natureza! No meio de um montão de gelo, mas com um sol tão lindo e quentinho, que até tiramos os casacos pra ficar ali.
    Depois fomos comer aquele doce típico do Candá que você colocou a foto aqui… E adivinha? Eu lembro o nome (com a ajudinha de uma foto, claro): Bearvetails!!!
    Acho digno, inclusive, a senhorita tentar fazer em casa e nos ensinar a receita no blog, hhmmm o que acha?
    Bom, e não há como discordar: Vancouver tem o pôr do sol mais lindo da minha existência também!

    • De novo Bruna? Vc ta louca?!?!
      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Eu falei que ia deixar os dois comentários e vou fazê-lo. O primeiro vc citou o Timão e neste o desejo pela receita! rsrs
      Vou tentar achar.
      Bjuuuuuuuuuu

  4. Pingback: O caderno da Pucca (making off Vancouver) | Deleite da Vida

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