O amor está no ar…

14 de fevereiro de 2010, domingo

Dia 17/30

O título tem mais a ver com o significado do dia 14/02 do que com o post propriamente dito. Então vamos se dizer que o amor por Vancouver está no ar…

Deixei vocês curiosos com o fim que levou minha câmera fotográfica ou não? Bom, depois que cheguei de Whistler e sequei a câmera com o secador não coloquei mais a mão. Antes disso tirei o memory card, porque já sem esperança pela sobrevida da câmera eu queria garantir os registros até aquele momento. Fiz uns testes só pra me certificar que precisaria submeter a coitada à agressividade do secador, e tudo o que aparecia era uma mancha branca, um verdadeiro borrão saindo da lente. Ai ai ai que tristeza. Não ia ter jeito, a câmera deveria ser operada. Depois do procedimento arriscado rezei ao dormir e pedi pra que no outro dia ela estivesse sã e salva. Curada. Capotei de sono. Como vida de atleta cansa minha gente.

Como já mencionei aqui e adoro repetir, os domingos eram todos iguais do ponto de vista café da manhã: panquecas, maple syrup, bacon e ovos. E para aqueles ortodoxos do pão com manteiga e café com leite sagrados, como o Le, experimentem ficar imunes a essa combinação no Canadá e Estados Unidos. Nao dá! Nem que seja só uma vez por semana. E não existe lugar no mundo que faça bacon e ovos mexidos tão maravilhosos como por aquelas bandas. Por que será? Se eu descobrir o segredo e importar pro Brasil será que a moda pega? Será que fico rica com esse pulo do gato?

Acordei quebrada, e mesmo com o café da manhã de atleta (ou gordo), se não fosse meu lema de que “estudante de um mês nao se dá ao luxo de ficar cansado”, eu teria ficado em casa curtindo a cobertura dos jogos olímpicos com minha família Filipina/Canadense.

Suuuper animada pra passear! rs

Suuuper animada pra passear! rs

Enfim, bora pra rua, porque o lema de hoje era explorar North Vancouver. E eu estava doida pra andar de Seabus, uma balsa que liga downtown Vancouver ao norte (North Shore). Existem meios via terrestre, como ônibus que atravessam a Lions Gate Bridge, mas pelo mar é muito mais charmoso.

Bye downtown. O Seabus era demoradinho, mas eu adorava passear com ele.

Bye downtown. O Seabus era demoradinho, mas eu adorava passear com ele.

E falando em exploração, embora o Le ache que não, eu tenho uma certa facilidade com mapas, principalmente se eu tiver tempo pra pensar e ninguém me pressionando (nem sempre isso é possível ao lado de alguém nervosinho dirigindo). Eu andava pra cima e pra baixo em Vancouver e aprendi rapidinho a me virar super bem. O transporte público de lá funciona de forma eficiente e as ruas são muito bem sinalizadas. Assim sendo, eu era a navegadora dos lugares a serem explorados e me entendia muito bem com os mapas. Por incrível que pareça esse lance de se orientar entre norte e sul, leste e oeste é fácil. Desde que os locais sejam bem sinalizados, claro.

Chegamos fácil fácil ao nosso primeiro destino: Capilano Suspension Bridge e sua famosa ponte suspensa de um montão de metros de altura por outros tantos metros de comprimento, entre árvores gigantes e o Capilano River. Mesmo assim, não sei se foi ressaca pós-Whistler, mas o fato é que não achei nada demais em Capilano. Tirei umas fotos bacanas e tal, porque o lugar é realmente muito lindo, porém achei o ingresso caro pelo o que havia a ser explorado. Na minha opinião, tudo o que tem lá se resume a uma ponte e uma selva com trilhas com cara de fabricadas. Não me cativou.

Famosa ponte suspensa. Enoooorme mesmo (sem ironia).

Famosa ponte suspensa. Enoooorme mesmo (sem ironia).

Vancouver5_Day17

Vancouver6_Day17

Em Capilano, a única coisa que valeu a visita foi uma lojinha de lembranças, onde comprei um totem que adoro. Aliás, não sei se foi coincidência ou um sinal, afinal era Valentine’s Day, mas esse totem eu comprei pra dar pro Le, pensando que quando tivéssemos nosso AP colocaríamos como enfeite, isso lá pra meados de 2011. Mas bastou eu pisar no Brasil para nossa vida a dois mudar completamente. E lá foi o totem para nosso primeiro rack da sala numa cidade que jamais havia pensado em viver, no interior do Paraná (causo para outro post).

A carência era tanta que até o abraço do urso foi gostoso!

E já que a experiência em Capilano foi de certa forma passageira, eu propus que a gente tentasse achar um lugar que a minha salvadora mineira disse ser imperdível em North Van: Deep Cove. E apesar de não ter ouvido falar nada deste lugar nos roteiros que pesquisei quando ainda estava no Brasil, lá fomos nós nos entender com o mapa e horários de ônibus pra chegar no lugar.

O bacana de estar em North Vancouver é que é lá que ficam as montanhas que vemos de downtown (eu sei que são três, mas agora só lembro de duas, Grouse Mountain e Mount Seymour), e estar mais perto delas é algo divino. Nessas montanhas também estavam rolando diversas modalidades de competições das Olimpíadas.

Chegando em Deep Cove foi amor à primeira vista (olha o Valentine’s Day dando sua cara novamente). Que lugar charmoso e lindo. E aquele montão de pinheiros na costa? E a pequena marina com seus barcos atracados? E aquelas mansões de tirar o fôlego com a vista do mar? Parecia locação de filme. Presumo que uns ricaços do North Shore se escondam por lá, certo?

1Vancouver 670

O Valentine’s Day, não tem apenas o significado de dia dos namorados como costumamos simplificar no Brasil, mas é o dia do amor, de demonstrar o amor entre amigos, familiares e também companheiros (aprendi isso durante as aulas lá em Vancouver). Assim, presumo que Deep Cove estava especialmente charmosa, e como estava um dia aberto e até quentinho as pessoas estavam todas nas ruas. Imagino que bacana mesmo seja passear por lá no verão.

Logo ao chegar em Deep Cove, assim que descemos do ônibus, aconteceu uma coisa interesante. Cruzamos com uma senhora de uns 60 anos e paramos para pedir informações. Nao sei se pelo sotaque, mas logo ela percebeu que éramos brasileiros e começou a falar português também. Nos contou que morava há mais de 20 anos no Canadá e era professora. Ela tinha um inglês perfeito e uma educação inglesa, uma verdadeira dama. Era uma senhora bastante séria e preocupada em sermos brasileiros decentes, porque de arruaceiros já estava cansada. Tendo passado em seu rigoroso controle de qualidade, nos deu várias dicas e um cartão com seu telefone. Gente finíssima. Começamos bem.

Vancouver9_Day17

Deep Cove é um ótimo lugar pra simplesmente passear, andar a pé ou de bike e ficar em contato com a natureza. Como já falei, tem uma marina linda com seus barquinhos atracados e casas maravilhosas em sua costa. Tiramos fotos em várias delas.

Almoçamos num lugar charmoso, um bistrô de frente para a marina de Deep Cove. Neste dia me permiti um almoço fora do limite que o caderninho da Pucca exigia, mas mesmo assim optei por algo o mais barato possível, e não me arrependo de ter comido um sanduíche delicioso. Conversamos, relaxamos e achei o máximo eles se desculparem por não terem naquele momento, nenhuma mantinha de cashmere disponível para colocarmos nas costas. Ai gente, que tudo, me senti a própria Carrie do Sex and the City, super famosa em sua NY. Como é bom ser mimado né?

E agora, a elefanta aqui, foi dar uma pesquisada básica no Google Maps pra ver se lembrava o nome do bistrô. E não é que achou? Salve o street view! Um salve também para a memória dela e para a câmera fotográfica que se recuperou do mal súbito e pôde registrar aqueles toldos amarelos do Arms Reach Bistro.

Vancouver8_Day17

O entardecer em Deep Cove foi lindo de viver. Fiz fotos que adoro rever, todas com uma luz diferente, deixando tudo mais charmoso. Sei que Deep Cove não faz parte dos roteiros comuns por Vancouver, mas eu recomendo. Fui com dois amigos, Yuri e Bruna, e mesmo sem ter tanta noção do Valentine’s Day (sinceramente acho que não lembrei estando lá), acho que celebramos bem o dia.

Vancouver10_Day17

Meu companheiro de aventuras em Van.

Meu companheiro de aventuras em Van.

Neste dia 14 também foi celebrado o ano novo chinês de 2010, mas eu não vi nada de especial pelo norte. Lembro de downtown estar muito enfeitada para os dois eventos dias antes, quer dizer, três considerando as Olimpíadas. Acho que por lá deve ter havido comemorações por Chinatown, mas infelizmente não tenho nenhuma lembrança pra te contar.

Chegando em casa eu encontrei um delicioso cheesecake e poderia me servir dele. A minha família nao esbanjava nunca, então logo notei que aquele era um dia especial para celebrar com a família. Samy estava toda empolgada que tínhamos algo yummy pra se lambuzar. Mas continuava sem falar comigo. Até ali já tínhamos evoluído com alguns sorrisos e troca de meia dúzia de palavras, mais minhas do que dela, numa tentativa incansável de bater papo com a garotinha. E eu só pensava, justo comigo que adoro crianças? E justo com aquela coisinha fofa de menina com cara de Pocahontas?

Continua…

PS: se não entender muito bem esse post, comece lendo pelo dia 29/01 ”Realizando um Sonho” e vem comigo pelos próximos dias.
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6 respostas para O amor está no ar…

  1. Ana disse:

    A terceira montanha e a Cypress Mountain.

    Deep Cove e uma delicia de lugar mesmo. No verao, tem que andar de caiaque la! Eu fiz isso no meu aniversario de casamento no ano passado. Muito muito bom! :)

    E o Capilano e caro mesmo. E bacana e tudo mais, mas muito caro. Em North Van tem o Lynn Valley, que e de graca, tem uma ponte dessas tambem, mas nao tao extensa…

    • Ana, obrigada pela info!!! Agora não esqueço mais o nome da montanha… rsrs
      Eu fui no Lynn Valley, achei super fofo, mas cheguei meio tarde e explorei pouco por lá.
      Bjuuu

  2. Bruna disse:

    Amiga, como você lembrava o nome da rua do bistrô pra procurar no Google Maps? hahaaha muito bom!!!
    Foi uma delícia esse dia, um lugar que só de fechar os olhos e lembrar já posso sentir novamente a paz de espiríto que aquele lugar transmite.
    E me lembro muito bem, da sua felicidade para cada vez que a Samy abria um sorriso pra você! rsrs.. Você ficava numa tristza de dar dó, por ela não ser muito amigável e me lembro que conversamos sobre isso e eu te disse que achava que devia ser difícil pra ela, ver gente entrando, ficando amiga dela e depois indo embora todo o tempo, e que talvez ela estivesse com receio de ser sua friend e você ir embora também… Olha, não é que sua boa memória me contagiou um pouco?

    • Olha Bru, vou te contar meu segredo.
      Primeiro eu digitei no google maps “bistro, deep cove”, ele trouxe vários, mas o primeiro era “arms” alguma coisa, na hora eu lembrei que o nome tinha Arms, e aí peguei o homenzinho amarelo, coloquei no mapa e lá estava o toldo amarelo. kkkkkkk
      Sou louca, pode dizer! rsrs

      Meninaaaaa, não lembrava desse seu conselho. Ahhh Samy era uma linda, mas ainda não vou contar quando ela falou comigo! rsrsrs

      Não conte também heim?

      Bjs

  3. Luciana disse:

    Eu fico boba com o tanto de detalhe que vc lembra!!!

    Tambem amo Deep Cove! Que legal vc ter ido lá! A gente foi no verão e na época estávamos procurando casa pra comprar. Qdo vimos aquela paisagem, dissemos: é aqui!!! Ah tá. Foi so olhar o preço das casas que desanimamos… Nao era pro nosso bico nao! Hahahaha!

    Eu nunca fui na capilano bridge. Morro de medo de altura (apesar de ter pulado de bungee jump!) e sei que nao conseguiria dar nem um passo nela. Pelas fotos, a paisagem tambem nao me chamou muita atenção.

    Beijos!

    • Lu, até eu estou impressionada com isso.
      Eu comecei essa saga colocando a coisas em linhas gerais em tópicos, aí vou escrevendo, revendo as fotos e as lembranças vão brotando… tem coisa que eu nem coloco, mas rio sozinha de lembrar.

      Ah então estou certa né? Deep Cove é o lugar dos endinheirados… rsrsrs.

      Capilano eu dispensaria em seu lugar.

      Mas não consegui entender como pulou de bungee jump tendo medo de altura. Deve ter subido de olhos fechados e se jogado sem nem pensar e olhar pra baixo né? hahaha. Conta essa história qlq dia pra gente.

      Bjuuu

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