Tragédia em Victoria

6 de fevereiro de 2010, sábado

Dia 9/30

– Tragédia em pleno sábado, Tatiane?

Frio e escuro... até aqui achava que o dia tomaria um rumo, mas...

Frio e escuro… até aqui achava que o dia tomaria um rumo, mas…

Não sei se foi a cerveja do dia anterior, se foi a preguiça de levantar da cama, se realmente o ônibus passava com um intervalo maior entre um e outro… o fato é que acordei tranquilamente neste sábado imaginando que iria com a escola para Victoria, saí de casa às 6:50 da manhã (tenho fotos pra comprovar), num frio daqueles, massss perdi a turma que estava indo pra excursão! Dá pra acreditar? E não, não virá uma frase dizendo que é mentiraaaa! Eu perdi mesmo e junto com a turma sei lá quantas dezenas de dólares já pagos pra escola.

Até chegar na Waterfront Station eu não sabia que tinha perdido a galera, embora já soubesse que estava bem atrasada, porque o ônibus demorou muito pra passar. Chegando lá não tinha absolutamente ninguém no ponto de encontro. Procurei, procurei, perguntei e ninguém sabia me dizer nada, como se nunca estivessem passado por ali. Nossa cara, eu suava frio e olhava o mapa toda hora, com a esperança de estar esperando no lugar errado. Mas não. Fiquei mega chateada, não só pela grana, mas porque queria muito ir pra Victoria, porém eu não tinha a menor ideia de como chegar lá, uma vez que não é nada perto. A única coisa que eu sabia é que ficava numa ilha, senão me engano chamada Ilha Vancouver (cerca de 3 horas dali).

Como nessa viagem eu já não era mais aquela Tati tímida que não pedia informação e parava num cantinho pra chorar, eu segui em frente. Entrei na Waterfront Station disposta a descobrir um jeito de chegar em Victoria, quando de repente escuto um casal de amigos falando em português e mencionando Victoria, pensei na hora, putz eles também perderam a turma, vou lá falar com eles. Chegando lá fui super bem recebida, eram uns mineirinhos que me explicaram como chegar lá e disseram que estavam indo, se eu quisesse era só chegar junto.

Eles tinham marcado com outras pessoas que não foram e não poderiam esperar, e aí eu descobri por que a turma não me esperou, existe um horário pré-definido da ferry (espécie de balsa), necessária pra chegar em Victoria, se perder tem que esperar umas 2 horas pela próxima, e antes dela tem uma longa jornada partindo de downtown, é preciso pegar uma linha da Canada Line (Skytrain), depois pegar um ônibus para Tsawwassen e lá pegar a BC Ferry. Chegando no porto, em Victoria, ainda é necessário pegar um ônibus para downtown de Victoria. Senão me engano esse trajeto todo levou mais de 3 horas. Puxado.

(Durante a espera no porto da ferry eu liguei pra casa e consegui falar com minha mãe.
Agora, enquanto terminava o post, lembrei dessa ligação e do orgulho dela por eu estar explorando novas coisas, viajando assim num lugar desconhecido. A felicidade daquele instante voltou todinha agora.)

Mineirinhos gente boa; Trajeto inesquecível.

Mineirinhos gente boa; Trajeto inesquecível.

Depois que o susto passou eu pude perceber que era um dia de sorte, afinal meus salvadores eram gente finíssima. A menina estava prestes a voltar pro Brasil (tinha chegado em dezembro pra um período de 3 meses) e o menino tinha acabado de chegar, mal falava inglês e ficaria por um ano estudando. Conversamos muito enquanto esperávamos a ferry, parecíamos velhos amigos. Chegando em Victoria eu poderia encontrar meu grupo original, mas estava tão a vontade com os mineirinhos que desisti. Ah e descobri que paguei mais que o dobro pra escola pelo passeio, em comparação ao que eu mesma gastei, além de ver que não era nenhum bicho de sete cabeças ir sozinha, obviamente com as informações certas né? E sem atrasos!

Acho que neste post vou mais colocar fotos do que falar dos lugares. É uma cidade lindíssima. Embora nunca estivesse na Europa, posso garantir que ela tem essa cara europeia de filmes sabe?

Vancouver4_Day9

Vancouver6_Day9

Andamos um mooooonte esse dia, desde descer uns pontos antes do ônibus em downtown por que estava um mega trânsito, até a caminhada normal pra conhecer os pontos da cidade. Almoçamos no famoso Old Spaghetti Factory que tem um atendimento excelente e uma vista super bonitinha da cidade. Achei o máximo ganhar uma água cortesia logo na chegada, numa jarra super linda, e se não me engano o esquema deles inclui entrada, prato principal e sobremesa, acho que bebida também (chá ou água). É um super prato bem servido, mas confesso que me decepcionei com a carne, era um bife gigante a parmigiana, lindo, mas o gosto da carne era meio sem graça. A massa estava muito boa. Pedimos 2 pratos que serviu bem 3 pessoas.

Depois de muuuito andar merecemos um belo prato de pasta!

Depois de muuuito andar merecemos um belo prato de pasta!

Foi um dia típico de sightseeing mesmo, com direito a muitas fotos nos prédios conhecidos como, Fairmont Empress Hotel, Parlamento da Colúmbia Britânica, The Inner Harbour, Museu de Cera de Victoria (parece que fechou, confere?), uma área linda cheia de totens enormes e outros lugares que não anotei os nomes. Só entramos mesmo no museu de cera, porque o ingresso era baratinho, mas foi uma experiência bacaninha.

Não me cansava de fotografar totens.

Não me cansava de fotografar totens (olha meu tamanho perto deles!).

Esqueci de mencionar que neste dia conheci Obama! Ele é um fofo!

Esqueci de mencionar que neste dia conheci Obama! Ele é um fofo!

Como tem esse lance do trajeto super longo eu acho que valeria a pena passar um final de semana em Victoria. Gostaria de dormir por lá e tomar um café da manhã típico canadense, perto daquela área do portinho onde ficam uns barcos lindos. Falo isso, porque lembro que cheguei em casa quase meia-noite, num desespero gigante com medo de perder a última ferry da noite (que pegamos quase no limite de pessoas, porque uns “queridos e simpáticos, só que não” jogadores de hockey invadiram e dominaram tudo), e consequentemente perder todo o resto do trajeto, mas no final deu tudo certo.

Vancouver10_Day9

Realmente foi um dia de altas emoções e cheguei em casa estragada, mas feliz. Como era inverno não visitei o famoso Butchart Gardens, porque não teria nenhuma flor pra ver, então cheguei em casa com gostinho de quero mais sabe?

Fora que só o passeio de ferry já vale a viagem. Eu imaginando uma balsa daquelas tipo de Ilhabela sabe? Mas que nada, parece um navio de luxo, que carrega carro, ônibus e gente! Tem lanchonete, serve cafezinho e chocolate quente e proporciona uma vista incrível por mais de uma hora. Nem ligava pro vento na cara! Ah e depois ainda tem o ônibus duplo estilo londrino até downtown de Victoria e… bom, deixa eu parar por aqui senão não terei espaço pras fotos.

Muito luxo na ferry; depois o busão londrino.

Muito luxo na ferry; depois o busão londrino.

Ainda não falei que sou fascinada por corvos? Olha eles na foto de cima (sua esquerda)

Ainda não falei que sou fascinada por corvos? Olha eles na foto de cima (sua esquerda)

Continua…

PS: se não entender muito bem esse post, comece lendo pelo dia 29/01 “Realizando um Sonho” e vem comigo pelos próximos dias.

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6 respostas para Tragédia em Victoria

  1. Luciana disse:

    Que legal que deu tudo certo!!! Eu passei por um susto parecido na Nova Zelandia. Marquei com uns amigos franceses de ir jogar golf (imagina, nunca joguei, mas queria tentar). Conversamos por telefone, mas o sotaque deles era muito forte e acabei anotando o nome do lugar errado. Tati, fui parar no lado oposto da cidade, que por coincidencia, também haviam muitos campos de golf. Andei tanto, que fiquei cheia de calos nos pés. Entrei em vários campos perguntando pelos franceses e não conseguia encontra-los. Voltei pra casa super decepcionada, liguei pra eles e descobri que estavam do outro lado… mas aí eu já tinha perdido o dia todo. Não fui tao feliz quanto vc!

    E que legal que os mineirinhos não decepcionariam. Mineiro é gente boa! :D

    Parabens pelas fotos! Também amo Victoria!

    Lu

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