Gosto pela leitura

Hoje tem caldo verde fumegante.

Já devo ter deixado claro por aqui a minha paixão pela leitura né? É com certeza uma das coisas que mais me dão prazer na vida. Sem exagero.

Quando estou envolvida numa leitura eu faço uma viagem gostosa na imaginação. Ela me leva para lugares que nunca estive e geralmente alimenta os meus sonhos. Os sonhos do travesseiro. Percebo que minha criatividade aumenta, minha visão das coisas fica mais aguçada e consequentemente tenho os sonhos mais malucos e gostosos que só uma imaginação cheia de ideias poderia sonhar. Acordo renovada.

Sou tão doida pelas palavras escritas que posso ter a foto mais linda do mundo na minha frente, mas se ela tiver legenda é lá que meus olhos vão primeiro. E para descrever esse meu vício a crônica Fobias do Luiz Fernando Veríssimo resume muito bem.

Lembro de ainda menina não ver a hora de aprender a ler, e quando conquistei essa capacidade, nunca mais larguei. Na infância foram inúmeros gibis, palavras cruzadas, almanaques de férias, livrinhos e tudo mais que tivesse pra ler. Um dos dias mais felizes foi quando apareceu uma caixa do filho já falecido de uma vizinha queridíssima, repleto de livros, gibis e um Almanaque Abril que me acompanhou até bem pouco tempo atrás. Outro fato marcante foi ter lido boa parte dos livros da Série Vagalume, os quais me lembro do enredo até hoje.

Em outra fase da vida, no auge dos meus 16 anos, fiquei desempregada por 1 mês e devorei 5 livros – todos emprestados pela minha sogra (também apaixonada por ler). Foi aí que descobri que as histórias policiais rendem boas doses de adrenalina e pude entender a expressão de não conseguir largar um livro nem para comer.

Agora o melhor mesmo aconteceu recentemente. Ao me despedir dos meus sobrinhos mais velhos (8 anos) no aeroporto eu disse que mandaria uns livros pra eles lerem durante as férias. Disse que chegariam em mais ou menos uma semana. Deu uma semana e nada, porque a tia super ocupada aqui não teve tempo de pesquisar e comprar. E os sobrinhos cobraram a promessa viu. Então criei vergonha na cara e comprei 4 livros (recomendação do site Educar para Crescer da Abril) – foram eles: “O mais misterioso do folclore” – Luciana Garcia; “Dinossauros antes do anoitecer” e “Piratas depois do meio-dia” – ambos Mary Pope Osborne; e “Tudo é possível” – Lucia Maria Teixeira Furlani.

Ainda não tive o privilégio de ouvir em detalhe as histórias contadas por eles, mas já soube que eles adoraram. Me ligaram para agradecer – felizes da vida quando chegaram os livros. E depois me ligaram de novo pra dizer que estavam gostando e perguntaram quando eu mandaria mais. Vê se pode? Minha mãe disse que eles ficaram super compenetrados lendo e também disputando e comparando entre eles, tipo um jogando na cara do outro a quantidade de páginas já lidas, o número do capítulo, e por aí vai… disputinha de irmãos! E já deixando combinado que depois trocariam os livros entre eles.

A tia aqui ficou cheia de orgulho e torcendo para que tomem gosto pela coisa, afinal eu acredito que a cultura obtida pela leitura nos torna muito mais ativos e inteligentes.

E agora pra falarmos de comida eu vou dar uma receita bem gostosa e aconchegante, fácil de fazer caso esteja envolvida em alguma leitura que não dá pra largar:

Caldo Verde

Caldo Verde para um batalhão.

Ingredientes (rende 4 porções): 500 grs de batatas descascadas – 2 gomos de linguiça calabresa – 1,5 litro de caldo de carne (aproximadamente) – 1/2 cebola picada – um punhado de couve manteiga fatiada bem fininha – sal e pimenta do reino a gosto.

Modo de fazer: eu faço com caldo de carne daquele potinho de caldo da Knorr, é o melhor. Ferva a água com o caldo de carne. Depois acrescente as batatas e a cebola até ficarem macias. Enquanto isso corte a calabresa em fatias finas ou cubos, frite com pouco óleo e reserve. Quando a batata cozinhar retire do caldo (mantenha a água) e as amasse (como se fosse fazer purê). Junte as batatas amassadas ao caldo novamente, mexa um pouco e acrescente a calabresa frita. Acerte os temperos, como sal e pimenta do reino e deixe ferver em fogo baixo até engrossar e o gosto apurar. Acrescente a couve apenas no final, deixando-a no caldo quente não mais do que 2 minutos, para que continue verdinha. Sirva imediatamente!

Sugestão para servir: salpicada com coentro ou salsa. Serve também colocar parmesão ralado e um fio de azeite. Ah e se gostar de uma crocância acrescente croûtons.

Dica: não bata a batata no liquidificador. Por conta do amido quando você bate, ao invés de cremosa, ele deixará a mistura elástica. Essa dica serve inclusive para o purê, se o quiser macio, deve-se amassar as batatas ainda bem quentes, com amassador ou garfo.

Agradecimento especial: minha mãe e a sogra da minha mana, que no dia dessas fotos – comemoração de um ano do casamento e aniversário da Deise – elas simplesmente descascaram 8 kg de batatas. O caldo ficou fenomenal – modéstia bemmm à parte – mas não teria conseguido sem vocês. Suas lindas!

Ah e antes que eu me esqueça. Eu não curto muito linguiça portuguesa (paio), por isso minha receita é com calabresa.

Deleite-se!

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7 respostas para Gosto pela leitura

  1. Deise disse:

    Amooo d+ essa pessoa e de fato sempre amou a leitura, me envolveu também, mas não sou tão viciada como ela…rs. Beijo te amo e obrigada pelo super caldo verde!

  2. Ckris disse:

    Estava uma delícia, posso dizer que, o melhor que comi até hoje!!

  3. Pingback: Pequenos deleites de junho | Deleite da Vida

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