Cia Onde?

Vai um peixinho aí? Hoje tem Moqueca Paranaense.

O post a seguir foi escrito em fevereiro/2012 (antes da mudança de cidade). Esqueci de postar antes, mas foi escrito com tanto carinho que vai assim mesmo:

Não tem jeito, mas toda vez que eu falo onde moro eu sinto um ponto de interrogação na cara dos paulistanos! hahahahaha. Então geralmente meu processo de dizer onde moro é assim: moro no interior do PR; moro no interior do PR próximo a Maringá; moro no interior do PR há 200 km de Londrina; e quando a pessoa se interessa em saber exatamente onde, eu digo: moro em Cianorte.

Há dois anos eu nunca tinha ouvido falar em Cianorte, já conhecia Maringá por nome, mas também não sabia nada mais sobre o noroeste do PR. Nunca havia pisado nessa terra vermelha e um belo dia recebi uma proposta para trabalhar aqui. Doida por um desafio que sou aceitei a proposta (não sem antes chorar, pensar, duvidar, decidir). Decidir por mudar de São Paulo, a maior cidade do Brasil, e uma das maiores do mundo, não foi fácil, mas ainda assim saí de mala e cuia literalmente.

O céu mais lindo que já vi. Arco-Íris não era raro e o céu ficava completamente dourado.

Chegando aqui eu estranhei o calor (muito forte e abafado), mas confesso que minha adaptação não foi difícil. Eu estava vivendo um momento de muito stress em São Paulo, e foi muito bom sair daquela loucura. Apesar de pequena (70 mil habitantes), essa cidade me fez um bem danado. Cianorte é linda, cheia de árvores, pássaros cantando nas janelas, ensolarada, silenciosa. Conheci poucas pessoas, mas dignas de marcar aqui no meu coração, que deixarão saudades.

Pois é, lá vai a Tati falar de novo de saudades. Exatamente, se já não bastasse deixar um monte de queridos em São Paulo, agora deixarei alguns também em Cianorte, porque em breve pegarei minha mala e cuia e partirei novamente. Não, não vou voltar pra São Paulo, mas vou desbravar o centro do Brasil. Em algumas semanas estarei puxando meu carro e estacionando em Goiânia. E pra variar, nunca pisei naquela terra quente e seca, mas que conheço sua fama por causa da família brasiliense que tenho e que agora ficará muito mais perto.

Lavava louça com prazer em Cianorte. Cidade-jardim mais bela que essa eu desconheço.

Quando meus pais estiveram aqui em Cianorte conosco eles já sabiam da nossa mudança em 2012 e meu pai ao se despedir me disse o seguinte: “o lar é o que somos e não onde moramos”.

Agora já completando meu primeiro mês de Goiânia eu afirmo o que já desconfiava quando fui estudar no Canadá (e não tinha a menor ideia que em dois anos eu já teria mudado de cidade duas vezes): eu sou uma cidadã do mundo, que não tem raiz em lugar nenhum, mas uma sede enorme pela descoberta. Na verdade eu acho que minha raiz sempre será em São Paulo onde está minha família e pra onde eu sei que sempre posso voltar, acho que somente por isso sinto tanta segurança em minhas decisões.

Vamos falar de comida agora? A receita a seguir foi dada por um paranaense de Londrina, o Giba do vôlei e adaptada e executada pelo Le. Ficou deliciosa.

Moqueca Paranaense

Antes e depois!

Ingredientes: 6 postas de pintado* – 300 g de tomate em rodelas – 2 cebolas cortadas em rodelas – 1/2 kg de batata cortada – 1 maço de salsinha – 1 maço de cebolinha – sal grosso – sal, pimenta do reino e azeite de oliva a gosto – (coentro, pimentão vermelho e pimentão verde são opcionais, mas para nós são essenciais!)

Moda de fazer: coloque as postas de pintado* numa tigela e cubra com sal grosso. Depois mergulhe na água. Deixe na salmora por uns 15/20 minutos. Enquanto isso você prepara a cebola, o tomate e corta a batata em rodelas. Antes de ir à panela as postas devem ser lavadas em água corrente. Numa panela, coloque um pouco de azeite de oliva, cubra com cebola, depois a batata cortada em rodelas, o tomate, coloca sal e um pouco mais de azeite. Então faz a camada de peixe. Na segunda parte você coloca a cebola cortada um pouco maior, o tomate com mais sementes para fazer o molho, o cheiro verde, pimentão e o peixe novamente. Depois pode fazer uma nova camada. Deixe cozinhando em fogo brando por mais ou menos 20 minutos. Depois de pronta você retira todo o caldo da moqueca coloca numa panela em separado e vai fazer um pirão. Deixe ferver o caldo e vai engrossando com farinha de milho.

* a receita original pede o cação, mas no interiorrrr era difícil achar peixe de mar com qualidade.

Adaptamos a receita para 4 porções e foi feita numa bela panela de barro que compramos em Guarapari/ES. A receita original está aqui.

Deleite-se!

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4 respostas para Cia Onde?

  1. Helena disse:

    Sempre é bom conhecermos algumas historias. Saudades de voces. beijo

  2. Ana Paula disse:

    Oi Tati, Saudadesssssssss, Sabe que o mais me marcou em Maringá, o Céu, tanto de dia quanto de noite eu e o Anderson, ficavamos embasbacados com o Céu…. Bjsssssss

    • Pois é Paula, céu como aquele não tem igual, sinto uma saudade enorme! Tinha dia que o pôr-do-sol era tão bonito que parecia um quadro, uma mistura de amarelo, com azul, que deixava o céu roxo e rosa. Aí tinha o dourado de quando chovia e saía sol. E aquele azul turquesa de noite, parecia que nunca ficava 100% escuro… lindo demais! Fora as estrelas que conseguíamos ver todas! E a lua cheia então? Afff… me empolguei! rs

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